Após rumores que circularam nos principais veículos de imprensa na noite de ontem, 27.01, o Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, confirmou na manhã desta terça (28) que existe um caso suspeito de coronavírus em investigação no estado de Minas Gerais.

De acordo com o ministro, que cedeu uma coletiva de imprensa na manhã de hoje transmitida as redes sociais do Ministério da Saúde, a paciente esteve recentemente em Wuhan, cidade chinesa onde o surto do corona teve início e retornou ao Brasil no último dia 24, quando começou a apresentar os sintomas do vírus.

“É um caso importado, ou seja, a pessoa que veio desse local (Wuhan), e apresentou sintomas compatíveis com o protocolo da suspeita, o estado de saúde dela é bom, se encontra estável e sem nenhuma complicação. Não há evidências que o vírus esteja circulando pelo país e ela está em isolamento” – disse o ministro.

A família da paciente, que não teve o seu nome revelado por motivos de privacidade, também está sendo monitorada pelo governo. “Nós não temos hoje nenhum caso sustentado de circulação do vírus dentro do Brasil, os pacientes que tinham alguma suspeita foram investigados e descartados” – afirmou o ministro.

Brasília: O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista coletiva para atualizar o boletim sobre o novo coronavírus da China. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Viagens para a China

Durante a coletiva, o ministro da Saúde disse ainda que, após a Organização Mundia da Saúde (OMS) elevar de moderado para elevado o risco de contaminação pelo vírus, brasileiros só devem viajar para a China em caso de necessidade.

“Estamos recomendando que viagens à China sejam feitas apenas em caso de necessidade. A OMS desaconselha qualquer viagem nesse momento para o país”, disse Mandetta.

O ministro disse ainda que, com a decisão da OMS, o governo vai passar a tratar como casos suspeitos, os de pessoas que estiveram em toda a China nos últimos 14 dias e apresentarem sintomas respiratórios, como tosse ou dificuldade para respirar.

Governo monitora família com suspeita de coronavírus nas Filipinas

O ministro da Saúde também afirmou que o governo acompanha a situação de uma família brasileira que está nas Filipinas com suspeita de ter contraído o coronavírus e que não há orientação do governo para a retirada de brasileiros das regiões afetadas pelo vírus.

Antes de ir para as Filipinas, a família de três pessoas (pai, mãe e uma criança de 10 anos) passou por Wuhan, na China. A criança de 10 anos tem suspeita de contaminação e está em isolamento. Já os pais da menina estão isolados como medida de precaução.

“A gente fica monitorando com atenção o caso dessa família. Quando a gente tem uma situação como essa a pessoa tem que ficar onde ela está. Não é orientada a remoção, mesmo porque você não tem um tratamento especifico definido para esse vírus. O mesmo tratamento que é aplicado na China vai ser feito no Brasil”, disse o ministro durante entrevista coletiva para tratar das medidas adotadas pelo governo para evitar a entrada do vírus no país.

Diante nas novas atualizações da doença pelo país, o governo elevou o nível de atenção para o vírus que passou de 1 – nível de alerta – para 2, de perigo iminente. Autoridades chinesas estimam que 106 pessoas já morreram em decorrência do vírus e outras 4.500 pessoas estão infectadas.