Os transtornos urbanos provocados pela passagem frequente dos trens e também pela presença da ferrovia, se tornam cada vez constantes e visíveis. À medida que os municípios crescem no entorno da “linha do trem”, aumenta também a insegurança por parte de moradores, motoristas e de todas as pessoas que de alguma forma precisam cruzar com ela em algum momento do dia. O trânsito também é outro afetado, a frota de veículos no Brasil cresceu aos montes nos últimos anos e a consequência são congestionamentos cada vez maiores nos cruzamentos com a linha férrea.

Todos esses problemas sempre foram motivos de reclamação em Mirassol, principalmente nos últimos anos. A ferrovia corta a cidade de ponta a ponta desde o ano de 1933, nessa época ela foi motivo de orgulho e desenvolvimento econômico para o município e região. Mas agora, talvez essa história esteja perto de um novo capítulo; um projeto, ainda em fase inicial, está em andamento no DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) e visa uma obra em torno de R$ 600 milhões criar uma variante ferroviária no trecho que corta o perímetro urbano de Mirassol, São José do Rio Preto e Cedral.

O novo trecho contornará as cidades citadas acima e os atuais trilhos, que são patrimônio do DNIT, serão desativados, analisados o seu estado de conservação e posteriormente será definido a destinação desse material.

Em contato com a assessoria de imprensa do DNIT, fomos informados que o projeto é dividido em algumas fases. A primeira delas deve estar pronta e aprovada ainda no primeiro semestre deste ano (2020). Um outro projeto, o de execução, já foi inserido no Caderno de Obrigações da empresa RUMO MALHA PAULISTA, que deve ficar responsável pela obra, como parte do processo conduzido pelo Ministério da Infraestrutura para a prorrogação do contrato de concessão da operação ferroviária desta malha.

Cruzamento com a linha férrea no bairro Vila Maria, região central de Mirassol (Foto: Leandro Seles)

“Trata-se de um projeto básico de variante ferroviária, cujo principal objetivo é retirar a interferência maléfica provocada pela ferrovia no cotidiano dos habitantes destes municípios” – trecho de nota emitida pelo DNIT explicando o projeto.

Estudos iniciais apontam que a obra pode ter um custo total na ordem dos R$ 600 milhões e a previsão para o início da mesma é no final de 2022. Antes ainda precisa ser aprovado o projeto executivo, previsto para o fim de 2021, e dar início aos procedimentos de desapropriações e licenciamento ambiental.

Ainda não foram divulgados prazos de quando a obra deve ser concluída e nem detalhes de como o contorno final deve ficar. De acordo informações publicadas pelo jornal Diário da Região, o prazo de conclusão da obra é de 36 meses e o trecho contornado deve ser de 53,8 quilômetros.