Nas últimas semanas muitas pessoas puderam acompanhar de perto o desfecho do caso da Bia pelo Facebook. A garotinha, hoje com pouco mais de dois anos de idade, foi diagnosticada com leucemia com apenas 8 meses de vida, os médicos então entraram com um tratamento com quimioterapia e o câncer chegou a recuar, porém recentemente a doença voltou mais forte e ela precisa de um transplante de medula óssea.

Sua história ganhou página na rede social e muitas pessoas se mobilizaram com objetivo de encontrar um doador compatível, a campanha foi aderida por famosos e pessoas comuns e recentemente um possível doador foi encontrado. Giuliani de Lima, mãe da Bia, conta que a filha está estável e passando por quimioterapia de resgate para poder realizar o transplante.

Beatriz luta contra a leucemia desde os oito meses de vida. (Foto: arquivo pessoal)

Mobilizações como as que ocorreram no caso de Bia são de grande importância, pois a probabilidade de encontrar um doador de medula óssea compatível é de 1 para 100 mil, devido ao grau de diversidade genética da população, ou seja o grau de miscigenação.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA, em 2016 foram estimados 10.070 novos casos de leucemia somente no estado de São Paulo. O transplante de medula é proposto para algumas doenças que afetam o sangue como Anemia Aplástica Grave, Leucemias, Mieloma Múltiplo, Linfomas e em alguns casos tumores sólidos, pois nela são produzidos componentes do sangue os leucócitos (glóbulos brancos); as hemácias (glóbulos vermelhos) e as plaquetas.

O cadastramento voluntário para se tornar um doador de medula precisa ser feito apenas uma vez e é bem rápido, basta ir até o Hemocentro de São José do Rio Preto, que fica localizado na avenida Jamil Feres Kfouri, nº 80, Jardim Panorama munido de documentos. Se você já é cadastrado, não se esqueça de manter seus dados sempre atualizados, você pode clicar aqui para atualizar.

Imagem: reprodução/Hemocentro
Thais Antoniassi durante visita ao Hospital do Câncer de Barretos (Foto: arquivo pessoal)

Thais Antoniassi, moradora de Mirassol, tem 23 anos e desde que completou 18 realiza doações periódicas de sangue. Ela também é cadastrada para doar medula óssea desde a sua primeira doação. Ela conta que se tornou doadora após uma visita realizada no Hospital do Câncer de Barretos, juntamente com a mãe.

“Conhecemos muitas crianças que praticamente moram no hospital. A campanha de doação é enorme. Determinados tipos sanguíneos estão em falta quase sempre, muita criança já entrou em estado crítico por falta de transfusões. Acho que é um gesto minúsculo pra quem doa, mas grandioso pra quem recebe”, conta ela.

 

Estoque de sangue diminui nesta época do ano 

Devido aos altos índices de acidentes e cirurgias que acontecem nesta época, a demanda por bolsas sanguíneas aumentam consideravelmente no final do ano, portanto para abastecer as 32 instituições de saúde de Rio Preto e região ao qual o Hemocentro dá suporte, é importante que as pessoas continuem realizando doações.

Para se tornar um doador de sangue é muito fácil, basta ter entre 16 e 69 anos, estar em bom estado de saúde e bem alimentado e comparecer ao local munido de documento com foto.

Quem pode doar sangue (Imagem: reprodução/Hemocentro)

O Hemocentro funciona de segunda a domingo, das 7 às 13 horas, inclusive aos feriados. Para mais informações ligue (17) 3201-5151.