A compositora e instrumentista mirassolense Regina Benedetti acaba de lançar um novo clipe inspirado no amor e no Brasil. Depois de passar por uma temporada estudando e se apresentando em casas de shows em Boston, Estados Unidos, a artista voltou para a casa e lança agora uma nova canção que destaca o luar. Assista ao clipe e confira a seguir o bate-papo que trocamos com a cantora de MPB:  

MC: O que significa a música “Lua Branca” para você?

RB: “Lua Branca” é uma composição que fala de amor, da lua, por isso pra mim é branca, linda e leve.  Como sabemos a lua tem suas fases, assim como o amor, é um processo de sentir e fluir em um nível sutil e intuitivo. O mundo está tão pesado, que me leva a crer que realmente a arte é algo que precisamos fazer com o coração. É saber ouvir os mais nobres dos sentimentos. Quando produzo uma música ou um clipe por exemplo, quero despertar algo bom nas pessoas.

MC: Qual foi a sua inspiração para essa nova composição?

RB: Minhas composições geralmente chegam com a letra e melodia juntas. Estava sentada na varanda de minha casa, meses depois de ter voltado dos Estados Unidos e então estava olhando a lua, sentada na rede com meu violão e logo vieram os primeiros acordes e a letra. Acho que sentia falta dessa coisa simples, de olhar a lua sentada na varanda de casa, não podia fazer isso lá. Só agora é que consegui gravar.

 

MC: É o seu segundo clipe oficial?

RB: Não. Tenho vários clipes que produzi, como “O canto da Sereia” em Salvador/BA, alguns outros que fiz nos Estados Unidos como “Toda Menina’, projetos em estúdio com “Samba de Três & Regina Benedetti”, dentre outros. Agora resolvi fazer “Lua Branca” mas tenho outros projetos especialmente de Samba que farei esse ano. Gostaria de produzir muito mais, é que precisa de tempo, energia e especialmente investimento financeiro.

Trio Samba de Três & Regina Benedetti (Foto: Arquivo Pessoal)

MC: Quanto tempo você já tem de estrada?

RB: Estou na estrada profissionalmente há 15 anos. Viver de música é um desafio constante, algo que amo fazer, mas também em que o artista precisa se reinventar o tempo todo. Fazer a sua verdade não basta. Se as pessoas irão ouvir e ou acreditar nela é outra história. É como entrar no supermercado consumir os produtos que você já conhece, que tem uma boa visibilidade.  A competitividade é grande no mundo artístico. Mas todo ser humano consome música, e se as pessoas não estiverem abertas para o novo e se não buscarmos a evidência como elas irão conhecer seu produto? Como fazer sua música chegar até as pessoas se muitas vezes já estão condicionadas a antigos padrões???  O que penso é “deixe fluir”. Faça o que deve ser feito e o meio e o tempo se encarrega de trazer as coisas que são do seu merecimento. Apenas faça com o melhor que você pode no momento. Respeite seus sentimentos. O que é seu chegará com o tempo.

MC: Você passou uma temporada nos EUA estudando inglês e se apresentando, como foi a experiência?

RB: Foi maravilhoso o tempo que passei lá, aprendi muito. Pude tocar em lugares incríveis e conhecer e a fazer muitos amigos, pude trabalhar com músicos maravilhosos. Muitas pessoas perguntam porque voltei se o Brasil está passando por esse caos, especialmente político. É difícil explicar mas só quem é brasileiro sabe a saudade que sentimos quando ficamos fora por um tempo… apesar de tudo o Brasil faz meu coração pulsar mais forte, é onde nasci e aprendi o que sei. Meu intuito nunca foi morar lá e sim aprender, explorar e viver novas experiências. Já morei na Itália por um tempo também. As pessoas estão carentes de boa música no Brasil e todos os dias me deparo com artistas incríveis. Vamos mudar a vibe??? Sou brasileira e quero que minha música seja ouvida e respeitada  também no meu país.

MC: Quais são os seus projetos artísticos e pessoais para 2018?

RB: Tenho vários projetos paralelos acontecendo em vários locais. Muitos não posso dizer ainda, mas assim que tiver tudo ok vou avisando, prometo.  Estou feliz também porque estou entre os finalistas da categoria “Samba” do Prêmio Profissionais da Musica (PPM) que acontecerá em Brasília de 16 a 22 de abril de 2018, cujo homenageado do ano é Roberto Menescal. Estou contente porque Deus está sendo muito generoso comigo, muitos convites acontecendo, talvez porque seja a hora de colher algumas coisas que plantei lá atrás, não deixando de semear novas idéias para o futuro.

FICHA TÉCNICA:

Música: “Lua Branca” – (Regina Benedetti)

Músicos:

Arranjo, Piano e violão: Esdras Nunes

Baixo: Mateus Mendonça

Bateria e percussão : Vinícius Lima

Estúdio Fermata

Mixagem e Masterização: Marcos do Vale

Cinemax Produtora: Filmagem e direção geral: Newton Batista

Diretor de arte e cenografia: Cesinha Meneguette

Fotografia: Ana Biazi

Finalização: Amanda Benedetti Produção Geral e edição: Regina Benedetti

Locação: Cesinha’s House & Studio