Por Adriano Nascimento

 

Embora o Brasil esteja entre os maiores PIBs da economia global, fatores como falta de acesso à educação de qualidade, política fiscal injusta, baixos salários, dificuldade de acesso aos serviços básicos: saúde, transporte público e saneamento básico, faz com que o país seja um dos mais desiguais do mundo. Hoje, ocupamos o 9º lugar no ranking da desigualdade.

Este abismo social que separa os mais empobrecidos dos mais ricos torna nossa sociedade cada vez mais distante de um verdadeiro ambiente democrático. Isto porquê, decorrente principalmente da má distribuição de renda, as consequências da desigualdade social no Brasil são observadas pela favelização, empobrecimento generalizado, miséria, desemprego, fome e sede, marginalização e violência.

É preciso debater a desigualdade social no Brasil. Estas disparidades entre pobres e ricos, pretos e brancos, mulheres e homens não são um problema de poucos, mas um problema de todos os brasileiros e brasileiras.

Segundo relatório da OXFAM Brasil, uma trabalhadora que ganha um salário mínimo por mês levará 19 anos para receber o mesmo que um super-rico recebe em um único mês.

Seis brasileiros têm riqueza equivalente ao patrimônio dos 100 milhões mais pobres do país. Os 5% mais ricos detém a mesma fatia de renda dos demais 95% da população.

Mantida a tendência dos últimos 20 anos, os negros só terão equiparação salarial com os brancos no Brasil em 2089 – 200 anos depois da abolição da escravidão.

Levaremos 35 anos para alcançarmos o atual nível de desigualdade de renda do Uruguai e 75 anos para chegarmos ao patamar atual do Reino Unido, mantido o ritmo médio de redução anual das desigualdades de renda observado desde 1988.

Os 10% mais pobres do Brasil gastam 32% de sua renda com tributos; os 10% mais ricos, 21%.

O 1% mais rico da população brasileira recebe, em média, mais de 25% de toda a renda nacional; os 5% mais ricos abocanham o mesmo que os demais 95%.

Este é o cenário que denuncia o caos social que vivemos e que se agravou ainda mais no último ano por conta da pandemia de Covid 19, crise que trouxe a nu todas estas questões que até então passavam despercebidas para grande parte da sociedade, mesmo que esta mesma sociedade seja a vítima dessa realidade.

Lutar por políticas que visam a superação das desigualdades sociais são urgentes para que possamos recuperar a economia em uma realidade pós-pandêmica e para que isso seja possível, algumas medidas urgentes devem ser tomadas pelos governantes e cobradas por toda a sociedade. São elas:

Priorização do enfrentamento ao racismo, equilibrar o sistema tributário, enfrentar a discriminação contra mulheres, promover o trabalho formal e decente para todas e todos, elevar os investimentos e melhorar a gestão em educação e saúde e combater de maneira firme a corrupção.

Adriano Nascimento (foto: arquivo pessoal)

*Adriano Nascimento – Colunista Colaborativo/ Ativista do Movimento Mirassol Popular e da Frente Mirassol Sem Medo / Graduando em Gestão Pública, Pós graduando em Gestão de Cidades e Planejamento Urbano e Ativista dos Direitos Humanos certificado pela Anistia Internacional.

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