Tintas, telas, pincéis, violão, voz, ritmo e uma conexão com a internet. Essas são as ferramentas escolhidas pelo Instituto Lucy Montoro de Rio Preto para driblar a pandemia e reabilitar pacientes à distância. A equipe do Lucy distribuiu kits com alguns destes itens para seus pacientes e ofereceu orientação sobre como se conectarem com os professores. Desta maneira, foi possível dar continuidade às oficinas de dança, canto e pintura, que tanto ajudam no tratamento, mesmo em casa.

Estas aulas são oferecidas a todos os pacientes em reabilitação na instituição desde sua inauguração, em 2011, e tem objetivos educacional e terapêutico. Com a chegada na pandemia do novo coronavírus o contato com o terapeuta sofreu adaptações e, agora, é realizado em uma sala com um computador e uma webcam, possibilitando o contato em forma de áudio, vídeo e interações por texto.

Em uma iniciativa pioneira na Rede Lucy Montoro, a diretora da unidade de Rio Preto, Dra. Regina Chueire, destaca a importância desta continuidade. “A rede Lucy Montoro está preocupada com a qualidade de vida dos pacientes em todos os aspectos. Com estas oficinas, orientada pela equipe multiprofissional, é possível reabilitar os pacientes de forma mais descontraída e eficaz. Além de serem lúdicas, as atividades ajudam a recobrar autoestima e trabalham coordenação também”, afirmou Dra. Regina.

Aulas são oferecidas a todos os pacientes em reabilitação na instituição desde sua inauguração (Foto: Divulgação)

Professora da oficina de pintura, Sagramour Benedicto explica como acontecem as aulas à distância. “Cada aluno recebeu um kit com tintas, pincéis e telas para darem continuidade às atividades em casa. E mesmo com a dificuldade motora que alguns possam ter, o ato de pintar estimula não só a movimentação, mas também o cérebro em sua parte criativa”, afirmou a professora.

Sagramour ressalta ainda que não existe uma receita pronta a ser seguida, pois cada paciente desenvolve a habilidade de forma diferente. “É como jogar futebol, eu ensino a técnica e dou a bola para eles jogarem. É incrível. Cada um faz um traço de maneira diferente, enxerga as cores de outras formas e o resultado sempre nos surpreende”, pontua ela.