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Na noite da última segunda-feira, 2 de julho, a Câmara realizou a 22ª sessão ordinária do ano. Entre as proposituras analisadas pelos vereadores estava uma denúncia realizada pela Associação de Moradores de Ruilândia (AMAR), contra o Prefeito André Vieira (PTB), por suposta infração político-administrativa.

A denúncia pedia a abertura de uma Comissão Especial Processante (CP) e a cassação do mandato do prefeito pela doação de material de construção (restos de concreto) a um morador de Ruilândia. Segundo o documento protocolado na Casa de leis, no dia 18 de junho, funcionários municipais estavam realizando obras de guias de sarjeta no distrito e ao finalizar o serviço, o motorista do caminhão teria conduzido o veículo até dois imóveis particulares no centro e despejado o que havia sobrado de concreto.

O texto também diz que há muito tempo a Associação vem solicitando a instalação de redutores de velocidade para Ruilândia e que o material poderia ser utilizado para esse serviço. No dia dos fatos, um morador questionou o funcionário, mas afirmou que o mesmo deu de ombros.

Os vereadores Ademir Massa (PHS), Beto Feres (PHS), Nardim Martinelli (PROS) e Sérgio Leiteiro (PRB) e o presidente Marcão Alves (PHS) votaram a favor da denúncia; os vereadores Mineiro (PTB), Daniel Sotto (PMDB), Pedro Palma Neto (PROS), Vanderlei Pinatto (PSB) e Walmir Chaveiro (PTB) rejeitaram o requerimento. Os edis justificaram seus votos após a votação.

Para que a Comissão fosse autorizada, eram necessários dois terços dos votos, ou seja, sete votos a favor da denúncia. Após a votação, a denúncia foi arquivada.

Confira as justificativas de alguns vereadores: 

 

“Votei com tranquilidade e espero que quando vier uma nova denúncia tenham mais critério, uma coisa realmente criteriosa, uma coisa verdadeira, sem ser política.” Vereador Mineiro, ele rejeitou a denúncia. 

 

“[…]Uma denúncia dessa é piada, isso é piada para brincar com o poder legislativo, é um concreto armado, isso é um concreto armado, porque inadmissível. Quando eu fui presidente eu participei de um processo de cassação, fizeram uma denúncia nessa casa de leis apuraram desvio de 3 milhões na área da saúde, no qual foi feito o processo de cassação e quando chegou para fazer a votação da câmara o judiciário suspendeu a sessão. Você imaginou cair lá no judiciário meia lombada, duas carriolas de concreto? A cidade não pode mais, não aceita mais esse tipo de política e a tendência agora é piorar, vai chegando as eleições e eles querem minar o poder público ao invés de ajudar. Traz denúncia com fundamento aqui nesta casa […]”, Daniel Sotto, PMDB, rejeitou a denúncia. 

“[…] Eu votei a favor da abertura, apesar de que nós temos aqui entre nós um colega, o vereador Pedro, que nos deu uma orientação de que realmente o que foi utilizado lá é considerado sobra {…]”., Beto Feres, PHS, recebeu a denúncia.

“[…] Ali na frente da escola da pra ver uma marca de concreto que alguém deve ter despejado no chão, acredito que os moradores fizeram o uso de concreto de alguma maneira e vendo essas concretagens dessas casas, uma na calçada e a outra no interior, aproximadamente um metro cubico de concreto, salvo engano. Então, esse tramite é normal na construção civil, depois que você dispensa o caminhão de concreto, o funcionário faz o que bem entende com aquele concreto. Eu já concretei calçadas em alguns loteamentos, lotes de conhecidos com sobra de concreto, tá. E confirmando que o colega Beto já havia falado, não é possível você colocar concreto em cima do asfalto e achar que vai grudar, não gruda. O concreto é rígido, o asfalto é flexível, você teria que rasgar a rua, fazer uma fundação e depois fazer a concretagem e moldar da maneira que você desejar o formato da lombada[…]”, Pedro Palma, PROS, rejeitou a denúncia.