A avenida Aberlado Menezes, em Rio Preto, vai ganhar até o fim do ano três pórticos e dois outdoors com mensagens de conscientização sobre a importância de preservar a Floresta do Noroeste Paulista – na região do antigo IPA. A medida vai se somar às ações preventivas já realizadas pelos órgãos públicos e privados com que compõem o Comitê Gestor de Prevenção e Combate às Queimadas.

A intervenção visual tem o objetivo de destacar para a população – principalmente os motoristas que trafegam pela Abelardo Menezes – a necessidade de preservar a fauna e a flora existentes naquela área, que é rica em diversidade vegetal e animal. O conceito visual já foi definido e aprovado pelo comitê.

Aceiros

Só neste ano, foram construídos 18,5 quilômetros lineares de aceiros na área de vegetação que compõe Estação Ecológica, Instituto de Pesca e Floresta Estadual. No total, já são 340 mil metros quadrados de áreas roçadas para evitar o avanço das chamas em eventuais incêndios florestais na área.

A técnica de construir aceiros consiste em extrair a vegetação em linha contínua para criar corredores. Essa estratégia tem dupla função: ao mesmo tempo que esses corredores interrompem o avanço das chamas durante incêndios, se tornam estradas para o trânsito das viaturas de combate ao fogo. Os aceiros estão sendo roçados com tratores e mão de obra das secretarias de Agricultura e Serviços Gerais de Rio Preto.

A área total de 500 hectares (5 milhões de metros quadrados) da floresta fica no limite dos municípios de Rio Preto e Mirassol

 

Monitoramento

A Secretaria de Trânsito, Transportes e Segurança de Rio Preto já enviou à Empro solicitação de estudo para a instalação de mais duas câmeras de monitoramento na área da Floresta Estadual. Os equipamentos serão adquiridos e instalados com recursos da pasta. O monitoramento será feito pela Guarda Civil, na central instalada no Parque Tecnológico.

Celeiro de biodiversidade

A Estação Ecológica, o Instituto de Pesca e a Floresta Estadual do Noroeste Paulista são consideradas áreas de preservação permanente. Por isso, não é permitido o ingresso de pessoas sem autorização nesses locais. Na Estação Ecológica, pesquisadores da Unesp promovem, por exemplo, estudos a respeito de ecossistemas, genética e botânica.

A área total de 500 hectares (5 milhões de metros quadrados) fica no limite dos municípios de Rio Preto e Mirassol, às margens da rodovia Washington Luís (SP-310). Está dividida em glebas pertencentes a diferentes instituições: Fatec, Unesp, Santa Casa de Misericórdia, Parque Tecnológico, além de áreas verdes públicas pertencentes aos dois municípios.