Por Adriano Nascimento

 

O ano de 2020 está sendo um ano atípico com desafios históricos não apenas para nós brasileiros e brasileiras, que estamos tendo que lidar com nossos próprios dilemas políticos ideológicos, mas para toda a humanidade. Fomos acometidos por uma pandemia global que mexeu com toda nossa dinâmica social e econômica, com ela tivemos a oportunidade de perceber o quanto o Estado é importante para a manutenção da ordem e do bem estar social. No Brasil, a pandemia já matou mais de 160 mil pessoas e o desastre só não está sendo ainda pior graças aos trabalhadores e trabalhadoras da saúde que, na linha de frente, estão fazendo um trabalho excepcional, apesar da sucateada estrutura do importantíssimo SUS.

No meio de tudo isso, é ano eleitoral no Brasil. No próximo dia 15, as cidades poderão eleger ou reeleger seus representantes para os próximos quatro anos e o cenário é de caos. Caos político, social, econômico e sanitário. Os candidatos que vierem a ser eleitos terão a histórica missão, de além de acalmar os ânimos de uma sociedade polarizada, terão também que liderar sua comunidade com responsabilidade e equilíbrio entre abertura e restrição de circulação publica, uma vez que é preciso manter a atividade econômica, mas também é preciso conter a disseminação da covid 19, e é aqui que entra a pergunta que dá título a esse texto. Quanto vale um voto?

Em Mirassol, segundo indicadores do CONASEMS, 17,10% da população, cerca de 10 mil pessoas, tem renda domiciliar menor que 1/2 salário mínimo, ou seja, vivem com menos de R$ 530,00 por mês.

Muitos candidatos, antiéticos, se aproveitam desse triste dado para literalmente comprar apoio, pagando churrascos, oferecendo “vale boteco”, gasolina ou até mesmo dinheiro para ter de votos. Essa prática é vil e precisa ser superada, pois demonstra a total falta de compromisso com a lei e também com a população.

Um voto não vale um churrasco, uma caixa de cerveja, gasolina ou seja qual for a quantia em dinheiro.

Eleitor, por mais difícil que possa estar a situação, não venda seu voto! Seu voto vale quatro anos, e isso é inestimável. Ele pode transformar a realidade local afetando a vida de todos pra melhor ou pra pior, e quando um eleitor ou eleitora vende o voto, está abrindo mão do papel de cidadão, permitindo que um corrupto seja eleito.

Vamos analisar as seguintes situações: entre ganhar um tanque de gasolina agora e um novo hospital daqui a quatro anos, o que você escolheria? Entre uma cesta básica agora e maiores investimentos em educação nos próximos anos, qual opção você prefere? Nos dois casos, quando você opta pela primeira opção, está abrindo mão da segunda, já que elegendo uma pessoa corrupta deixa de eleger alguém comprometido com o bom funcionamento dos serviços públicos.

Se você não quer que uma pessoa corrupta tenha o poder de decidir seu destino durante quatro anos, não venda seu voto. E caso presencie alguma situação de compra ou venda de voto envolvendo outras pessoas, saiba que você pode fazer sua parte de cidadão e denunciá-la.

Um voto, vale o destino.

 

Adriano Nascimento (Imagem: arquivo pessoal)

Por Adriano Nascimento – Professor / Colunista Colaborativo / Ativista Social do Movimeto Mirassol Popular e da Frente Mirassol Sem Medo / Graduando em Gestão Pública e Ativista dos Direitos Humanos certificado pela Anistia Internacional.

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